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Tricô e dama são coisas do passado... Vovôs e vovós entram na era da informática
Engana-se quem pensa que programa para a terceira idade é hidroginástica e dança de salão. Cada vez mais interessados em estarem atualizados, idosos e idosas procuram programas específicos para o público e provam que a melhor arma contra o preconceito e a solidão é o conhecimento. Artesanato, atividades físicas e interpretação teatral são apenas alguns dos cursos oferecidos à terceira idade da cidade que conta com dois projetos na área. O Pólo Interdisciplinar na Área de Envelhecimento da Universidade Federal de Juiz de Fora desenvolve trabalhos junto à população idosa desde 1991 e a Prefeitura de Juiz de Fora, através da Associação Municipal de Apoio Comunitário, mantém o Pró-Idoso. Terapia digital
"É uma terapia ocupacional", afirma o aposentado Sinzenando Mattos Xavier. Há cinco anos no projeto da universidade, ele aprova a iniciativa e conta que já participou de três cursos de informática. "As aulas são muito boas, o professor, um espetáculo", elogia. "Eu procurei o curso para preencher meu tempo e também para saber mais", explica, contando que costuma navegar pela web e que troca e-mails com amigos. O assunto? "Conversa 'fiada' para distrair", responde. O Pólo Interdisciplinar na Área de Envelhecimento está com inscrições abertas para novos cursos de informática. As aulas têm início no dia 5 de agosto. Quem se interessar pode se inscrever até a primeira semana do próximo mês. São 11 alunos por turma, um aluno por terminal, e há vários horários para as turmas de segunda e quarta-feira e terça e quinta-feira. Podem se matricular alunos com idade superior a 45 anos. A matrícula tem o valor de R$ 45 e a mensalidade custa R$ 30. O pólo funciona na Rua Severino Meireles, 260. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 3216-3697. Remédio virtual
A assistente social da Amac, Magda Cristina Ferreira de Oliveira, explica que não são oferecidos cursos de informática. "Nós temos monitores que acompanham os idosos e dão alguma orientação". Há dois anos com essa experiência, Magda explica que os idosos que freqüentam o Pró-Idoso demonstram bastante interesse pela atividade. "Antes de terem um contato, eles se mostram receosos em relação à tecnologia. Mas depois que descobrem que têm capacidade para lidar com o mundo digital, ficam até com a auto-estima elevada". A monitora explica que a procura pelo serviço é bem grande. Sites de piadas e de jogos são os mais acessados. Mas, de acordo com ela, a maioria dos usuários usa a internet para trocar e-mails com amigos e familiares distantes. Desde então, o aposentado que faz parte do Programa Internet Sênior do Pró-Idoso diz que não fica um dia sequer sem entrar na Internet. "Minha esposa até briga comigo e pergunta se todo o dia eu tenho que vir. Antes eu nem pensava em mexer, nem chegava perto". Questionado sobre os sites de que mais gosta, ele responde: "Cada dia eu faço uma coisa, para não repetir sempre a mesma coisa". Os endereços interessantes e o e-mail das monitoras que o ensinaram a lidar com os computadores ficam anotados num caderno. Sr. Pedro conta que uma das vantagens de saber usar a internet é poder ajudar os outros. "Dá para cadastrar o CPF para quem não sabe", exemplifica. Sem trabalhar desde 1984 e tendo parado de estudar aos 14 anos, ele fala que aprender e conhecer coisas novas serve como incentivo. "Às vezes derrapa alguma coisa, mas aqui eu estou sempre aprendendo. Voltei a ler e a escrever de novo". O aposentado, que possui computador em casa, usa as máquinas do Programa Internet Sênior para navegar na Web, "em casa eu não tenho internet", explica. Ele conheceu o mundo digital em fevereiro deste ano e, desde então, não largou mais a net. "Eu também uso o e-mail para me comunicar com a minha filha que estuda no Rio de Janeiro. Daqueles sites de conversa eu não gosto", conta, citando os chats. Receoso, o aposentado também não divulga seus dados em cadastros e não faz compra pela internet. Com um relatório de sites interessantes na mão, Sr. Saulo elogia o programa. "É uma atividade para o cérebro não ficar parado. Esclarece a mente da gente", conclui. Pode participar do programa quem tem mais de 60 anos. O tempo máximo de permanência no terminal é de 40 minutos. O Centro de Convivência do Idoso Dona Itália Franco onde o programa funciona fica na Rua Espírito Santo, 434. Mais informações, pelo telefone, 3690-7365. |
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Terceira idade entra em contato com o mundo da informática
Rosimeire Souza, aposentada por problemas físicos, costumava ficar em casa ociosa e deprimida. Até que surgiu a oportunidade de começar o curso de informática do DF Digital no Lúcio Costa há dois meses. Nesta sexta-feira (29), ela e outros 90 alunos de três centros digitais receberam os certificados de conclusão dos cursos do programa Geração III da Secretaria de Ciência e Tecnologia.
O programa é direcionado às pessoas com mais de 60 anos e lhes dá a oportunidade de conhecer o mundo da informática. Rosimeire, por exemplo, agora disputa o computador com a filha, faz compras e paga as contas pela internet. "Um leque de conhecimentos se abriu para mim, algo que jamais imaginei", contou.
O governador José Roberto Arruda participou da formatura das turmas da terceira idade e agradeceu a coragem, a vontade e a disposição dos alunos com mais de 60 anos em aprenderem algo tão diferente. "Estão todos tendo a chance de ter intimidade com o computador e acesso a um conhecimento que antes era impensável", disse Arruda.
O curso tem 40 horas/aula, o equivalente a dois meses em sala de aula, e dá aos idosos capacitação no Microsoft Word, internet, e-mail, além de introdução ao processamento de dados, que são os conceitos iniciais de informática. "Depois das aulas temos até de alertá-los para não ficarem viciados em internet", afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia, Izalci Lucas.
Fonte: ClicaBrasilia
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Universidade da Terceira Idade promove Programa de Inclusão Digital do Idoso
Extraído de: Governo do Estado do Rio de Janeiro - 13 de Março de 2009
Por Marcelle Colbert, do Núcleo Intranet
Com o objetivo de oferecer aos idosos os benefícios das novas tecnologias da informação e da comunicação, a Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI) criou o Programa de Inclusão Digital do Idoso (INDI). Nas aulas de informática, ministradas pelo Proderj e o Instituto de Matemática e Estatística da Uerj, os alunos aprendem todas as etapas da informatização, desde os programas mais utilizados até o acesso à internet. A ideia da alfabetização digital é ampliar a contribuição social do idoso e estreitar os laços entre cidadão e Estado. Para a coordenadora do programa de Inclusão Digital e vice-diretora da UnATI, Célia Caldas, o projeto ajuda os idosos a perder o medo do computador e seus equipamentos. O INDI disponibiliza novas possibilidades para aumentar a relação de comunicação de pessoas da terceira idade com as novas ferramentas tecnológicas. O Programa de Inclusão Digital do Idoso é dividido nos cursos de Introdução à Informática, onde os alunos aprendem a usar Word e Power Point em 4 meses, e Internet Sênior, que ensina sobre a rede de computadores durante 15 dias. - Nossa principal meta é criar oportunidade para o idoso se incluir na sociedade informatizada. Não queremos apenas treiná-los ou profissionalizá-los. Hoje, vivemos em um ciberespaço, um espaço de encontros, construção de relações e trocas de informação. A inclusão digital vai viabilizar a conexão de indivíduos que estão separados geograficamente e são diferentes na sua história, cultura e crenças. A alfabetização digital promoverá ainda o desenvolvimento social, cognitivo e afetivo do aluno - explica. Durante as oficinas, os estudantes da UnATI frequentam o laboratório de informática da instituição, navegam pelo mundo da internet e estudam as mais diversas ferramentas da área. Os internautas de primeira viagem aprendem sobre a história do computador e a utilização de seus componentes. Por ano, cerca de 40 idosos recebem o certificado de conclusão do curso de Introdução à Informática. No Internet Sênior, são capacitados de 10 a 20 alunos a cada 15 dias. A representante dos estudantes da universidade da terceira idade, Angélica Guimarães Conte, de 70 anos, conseguiu superar a dificuldade de aprender sobre os até então mistérios do computador depois de assistir às aulas do curso de Introdução à Informática. Hoje, ela passa horas em frente a sua máquina, navegando pela internet. - Antes da oficina, tinha dificuldade de lidar com o computador. Olhava para a máquina como um analfabeto olha uma cartilha. Aprendi muito sobre informática. No início tive um pouco de dificuldade, mas hoje não conseguiria viver sem um computador com internet - conta. Para ajudar na inclusão social dos alunos da UnATI, os técnicos recrutados pelo Proderj recebem treinamento em atendimento ao cliente, trabalho em equipe e práticas de cidadania. Os dedicados monitores incentivam os idosos a visitar sites de relacionamento e de comportamento, além de acessarem e-mails e páginas de notícias. Uma das maiores dificuldades dos estudantes da instituição é o manuseamento do mouse. Formado no curso de Internet Sênior, Cid Fayão, de 70 anos, garante que aprendeu tudo sobre o universo da rede. Depois de concluir a oficina, o fotógrafo aprendeu a enviar e-mails e a utilizar sites de pesquisa. Atualmente, o aluno está usando todos os conhecimentos adquiridos no curso para produzir, junto com seus colegas da UnATi, um jornal. - Decidi fazer essa oficina rápida e elucidativa para não ter que ficar perguntando para outras pessoas sobre a famosa internet. Gostei tanto de aprender sobre o tema que quero estudar os programas Photoshop e CorelDraw para editar as fotos que faço - relata. O curso da Internet Sênior recebe inscrições durante todo o ano. Os interessados devem entrar em contato com a Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), através dos telefones (21) 2587-7121, (21) 2587-7199, (21) 2587-7236 e (21) 2587-7672. Autor: Por Marcelle Colbert, do Núcleo Intranet Com o objetivo de oferecer aos idosos os benefícios das novas tecnologias da informação e da comunicação, a Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI) criou o Programa de Inclusão Digital do Idoso (INDI). Nas aulas de informática, ministradas pelo Proderj e o Instituto de Matemática e Estatística da Uerj, os alunos aprendem todas as etapas da informatização, desde os programas mais utilizados até o acesso à internet. A ideia da alfabetização digital é ampliar a contribuição social do idoso e estreitar os laços entre cidadão e Estado.
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