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TURISMO PARA A TERCEIRA IDADE
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A expectativa de vida do brasileiro aumenta a cada ano, cai a taxa de natalidade e assim a população se torna cada vez mais velha. O Censo do IBGE de 2000 mostrava que havia no Brasil 14,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos, ou seja, 8,6% da população. Em 2002, os idosos somavam 16 milhões de habitantes, representando 9,3% da população - um crescimento de 8% em dois anos. A importância que o envelhecimento do país adquiriu pode ser medida pela aprovação do Estatuto do Idoso pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. Longe de formar um grupo de excluídos, os idosos são um poderoso contingente de consumidores que até pouco tempo atrás eram desprezados pelos marqueteiros e representam uma excelente oportunidade para quem quer iniciar ou incrementar um negócio.
Uma das opções para quem quer atuar nesta área é montar uma agência de turismo que ofereça, para grupos de idosos, viagens e passeios urbanos em vans ou ônibus. A agência paulistana Graffit, por exemplo, oferece passeios que incluem pontos turísticos da cidade de São Paulo e são programados conforme o gosto do público. Segundo o empresário Carlos Silvério, diretor da agência, o ideal é escolher roteiros que ofereçam aos clientes certa dose de nostalgia.
Cuidados
Além dos cuidados básicos, como segurança e pontualidade, pode-se oferecer diferenciais, como a escolha de trilhas sonoras de acordo com o perfil de cada grupo, para serem ouvidas durante o trânsito. Ou então procurar estimular a formação de grupos fixos para novos passeios. Um alerta: é fundamental que, em caso de utilização de ônibus para o transporte dos idosos, sejam escolhidos veículos que tenham degraus mais próximos do chão.
A terceirização do serviço de transporte pode ser conveniente para que você não tenha que se preocupar com assuntos que nada têm a ver com o negócio propriamente dito, como manutenção mecânica, recrutamento de motoristas e espaço para estacionar os veículos.
Apesar de o faturamento mencionado no quadro ao lado ser bastante atraente, é bom que os candidatos a ingressar no ramo saibam que se trata de um valor bruto, faturado por uma empresa já estabilizada, como a Graffit. A margem de lucro, segundo Silvério, fica em torno de 15%. O valor total a ser pago pelo cliente depende dos gastos com transporte, hospedagem, ingressos, jantares, etc.
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Depoimento do
Professor Carlos Lessa ao CVT
CVT- É possível o desenvolvimento social através do turismo?
Prof. Carlos Lessa: Eu não sei se é possível o desenvolvimento social a partir do turismo. Eu não teria a menor dúvida em construir a relação inversa, ou seja, uma sociedade com desenvolvimento social avançado é atraente do ponto de vista turístico. Aumenta sua atratividade, na medida em que certas qualidades associadas à população, ligadas a seu grau de desenvolvimento social se expressam num modo de ser mais cordial, acessível, mais tranqüilo, com menor violência. Então uma sociedade mais desenvolvida socialmente tem nessa característica um elemento mais favorável a atrair a curiosidade e o interesse dos visitantes. Agora, se a atividade turística em si pode dar origem ao desenvolvimento social... Eu não sei se é possível construir essa relação com tanta facilidade. É inquestionável que a atividade turística, gerando mais emprego, multiplicando oportunidades e criando uma faixa de interação entre os residentes num lugar e os visitantes desenvolverá, pela prosperidade associada e pela maior informação derivada da convivência, um clima socialmente mais avançado. Porém, esta não é, a meu juízo, a principal dimensão que possa ser percebida como uma proposta de turismo .
CVT: Então, qual seria?
Prof. Carlos Lessa: Você quer saber, eu tenho uma proposta de turismo para o Rio de Janeiro que passa por uns estágios, vamos dizer, não muito convencionais. Em primeiro lugar, acho que deveria haver um grande programa pelo qual o carioca conhecesse o Rio. Uma das constatações atuais é que os residentes da zona sul dificilmente sabem o que existe no Rio a partir da serra que divide a Tijuca do Encantado. Não têm a menor informação sobre o subúrbio. Conhecem a Avenida Brasil pelo eixo que dá saída a Petrópolis ou como caminho para o Galeão. Não têm idéia de que existe uma imensa cidade, muitas e muitas vezes maior. Eu creio que o povo do subúrbio tem uma informação um pouco melhor do que é a zona sul. Eu constatei, visitando a favela da Rocinha, por exemplo, que o sonho das crianças de lá era visitar o Corcovado. A maioria deles sabia que existia, desejava visitar e não tinha como fazê-lo. Então eu acho que seria extremamente importante fazer com que os turistas internos, os da cidade, conhecessem a própria cidade. Em segundo lugar, obviamente, porque é fácil compreender, o Rio de Janeiro teria de voltar a ter a capacidade que no passado teve de atrair o turista interno, eu creio que esse turista interno é que daria a base de sustentação da indústria turística. Imaginar que o Rio possa ter no turista do exterior um personagem muito importante para a vida da cidade creio que é excesso de otimismo, porque as dimensões que o Rio tradicionalmente oferece, tipo sol, praia, espaço tropical, são dimensões que são oferecidas pelas ilhas do Caribe, como Isla Marguerita, por exemplo, com uma vantagem enorme sobre o Brasil, que é a passagem aérea, tanto dos Estados Unidos quanto da Europa, ser muito mais barata. Então fica muito difícil para o Brasil competir com suas características, vamos dizer, de Pindorama, com esses lugares.
CVT: E qual é o turista que o Rio de janeiro pediu a Deus?
Prof. Carlos Lessa: O turista que eu adoraria trazer para o Rio de Janeiro nem é reconhecido como turista. É o aposentado. Pra mim o aposentado é um turista absolutamente fantástico que, ao se converter em residente permanente na cidade, exerce sua presença como morador, mas tendo uma fonte de renda externa à cidade; e tudo o que ele gasta ativa a vida dela. Então, ele é, do ponto de vista econômico, turista com 365 dias de permanência. É evidente que ele não atrai muito a indústria hoteleira, mas todos os demais serviços que os turistas acionam - restaurantes, cinemas, teatros, até clínicas médicas - os aposentados também são capazes de acionar, gerando assim um impacto. Seria, por exemplo, uma coisa absolutamente formidável se o Rio de Janeiro se convertesse na cidade mais acolhedora a essa faixa de população. E eu creio que se isso acontecesse, aumentariam as chances de o Rio atrair os turistas mais disputados do mundo, o casal que tendo concluído o período de "vida ativa", tem disponibilidade de renda e tempo para viajar, conhecer o mundo; quer dizer, as estratégias turísticas estão sempre voltadas a esse tipo de personagem e eu acho que esse é que deve ser nosso objetivo, e não um turismo sexual, que eu acho pouco qualificante para a imagem da cidade, e gerador de gastos muito especializados (risos), com pouca irrigação sobre a cidade.
CVT: O que o aposentado teria como diferencial no Brasil?
Prof. Carlos Lessa: Ah, não, é o aposentado do Brasil! Eu, por exemplo, não deixaria nenhum general se aposentar e residir fora do Rio. Eu até penso que a prefeitura deveria dar isenção de IPTU durante os cinco primeiros anos depois de uma pessoa se aposentar... Nós deveríamos tomar cuidado com algumas coisas. Para se ter esse tipo de turismo deve haver um excepcional serviço de saúde. Então, o Rio de Janeiro precisa ter pelo menos um instituto do coração do padrão do de São Paulo. Isso seria muito importante para a cidade . Eu acho que nós poderíamos trabalhar nesse direção.
CVT: Uma boa fé? (risos)
Prof. Carlos Lessa: É, é isso... Agora para atrair o turista de meia idade eu acho que o Rio teria que desenvolver um programa muito diferente dos convencionais, eu até no passado já escrevi um artigo, publicado, sobre isso, em que eu defendia o que acho fundamental que é a chamada cidade aberta. Ter a praça como espaço de lazer, espaço de trocas culturais, de trocas afetivas. Eu sempre sonhei com a idéia de que no Rio de Janeiro nós poderíamos ter um programa para estimular a dança nas praças. Dança convencional, dança de salão, dança de parceiros. Eu acho que isso seria um sucesso espantoso no Rio de Janeiro, primeiro porque o carioca é extremamente extrovertido, ele participa de qualquer coisa em praça pública sem cobrar cachê. E se as nossa praças oferecessem a alternativa de bailes em fins de semana, a adesão seria entusiástica. Agora, imagine a imagem do Rio de Janeiro dizendo o seguinte: somos a única metrópole no mundo em que, a qualquer fim de semana, sob céu aberto, um céu estrelado, em 80, 90, 100 praças, se fazem bailes em que a população dança. Isto ia se constituir num slogan muito interessante: "Rio, venha dançar conosco". Eu acho que estaríamos emitindo um sinal de civilização, extremamente atraente, muito atraente. Eu penso que se deveriam imaginar coisas desse tipo. Acho que a repercussão dessas coisas no exterior é notável, não é? Você sabe que, por exemplo, nos anos 90, dos eventos que foram favoráveis ao Rio no exterior, - a década foi cheia de eventos desfavoráveis ao Rio, tipo Candelária, Vigário Geral, que nos desgastaram profundamente - o que a imprensa no exterior valorizou foram as "caminhadas" de bicicleta, aqueles grupos....Eu estimularia ao máximo esses passeios de bicicleta. No fundo, são todas as atividades extrovertidas nos espaços públicos que deveriam ser estimuladas.
CVT: Esses passeios de bicicleta, curiosamente...eles aconteciam à noite, a maioria era à noite...
Prof. Carlos Lessa: As pessoas trabalhavam de dia, e aí...Eu não sei por quê parou isso, a repercussão disso foi fantástica, porque aconteceu na época em que havia no Rio a imagem da chacina. Então como é que numa cidade que é violenta as pessoas andam de bicicleta à noite? Teve um efeito excelente. Agora, eu acho que o Rio, para poder ser a cidade que atraia esse turista, deve criar sinais especiais. Eu acho que o principal sinal deve dizer: somos uma cidade amável, com gente que usa o espaço aberto como se fosse um prolongamento da casa. Gente que faz a festa linda e suave.
Entrevista realizada por Luiza Silva, mestranda em Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ e componente da equipe do Instituto Virtual de Turismo (IVT-RJ).
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| Polícia investiga morte de aposentado em motel da Capital |
Sexta-feira, dia 21 de Julho de 2006 às 11:20hs
Campo Grande News
A morte de um aposentado de 71 anos está sendo investigada pela Polícia Civil. O homem faleceu na manhã desta quinta-feira no interior de um quarto do Motel Aeroporto, situado à Rua Pindaíba, no Bairro Sílvia Regina, em Campo Grande.
Segundo o jornal Correio do Estado, o aposentado entrou no quarto acompanhado de uma jovem de 20 anos. Cerca de menos de 30 minutos depois, ele morreu, possivelmente devido a ingestão de medicamento estimulante sexual, sem prescrição médica.
Equipes da Polícia Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros, estiveram no local, mas já encontraram o aposentado sem vida. No quarto, a perícia criminal localizou uma cartela do comprimido Citrato de Sildenacil, o mesmo princípio ativo do Viagra, medicamento utilizado no tratamento da disfunção erétil.
A jovem disse a polícia que o aposentado havia ingerido o medicamento antes de manter relação sexual. O cadáver do aposentado e os produtos recolhidos no quarto foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal). O boletim de ocorrência foi registrado na 7ª Delegacia da Capital. |
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Os “avós de antigamente” já não são mais os mesmos.
Com espírito jovem e muita animação eles resolveram que depois de ter trabalhado a vida toda, não há nada melhor do que tirar férias merecidas e duradouras e ocupar seu tempo viajando
Ainda hoje é comum pessoas acreditarem que a terceira idade, ou melhor idade como preferem ser chamados os com mais de 65 anos, é sinônimo de fragilidade, falta de saúde, limitações e acúmulo de doenças. Mas essa visão está superada. Com o avanço da ciência, o uso de medicamentos especiais e a mudança de costumes que aumentam a expectativa de vida o cenário se transformou. Pesquisas comprovam que hoje o processo natural de envelhecimento não é um fator impeditivo para a maioria das atividades cotidianas de um adulto de qualquer outra idade.
Nos anos 80 os idosos representavam algo em torno de 10% da população, o que dava a impressão de que o Brasil seria para sempre um país formado por jovens. A partir do século XXI a faixa etária da população mudou muito. A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, mostrou que 14,5% dos brasileiros, algo em torno de 24 milhões de pessoas , têm mais de 60 anos. A projeção para os próximos dez anos mostra que essa população subirá para 34 milhões. Não é à toa que o Brasil já é considerado um dos países em desenvolvimento que possui uma das maiores taxas de crescimento da população idosa do Mundo.
O aumento da população idosa, fora do processo produtivo e que vive de aposentadoria representa um novo segmento para o turismo. Esse público já está com a vida financeira estável, já criaram os filhos, já se aposentaram e adquiriram a maioria dos bens materiais que vislumbravam, restando tempo livre para aproveitar a vida. Nesse caso, não há opção melhor do que viajar e conhecer novos lugares. Só para se ter idéia, nos Estados Unidos, esse público responde por 80% do total das viagens domésticas no país. Na Europa, de cada seis turistas, um já passou dos 60 anos. No Brasil, a participação é bem menor, mas não deixa de ser um volume considerável, cerca de 20%, o que significa 9 milhões de idosos viajando todo ano.
Este segmento turístico está crescendo a cada ano devido ao aumento do público potencial, e, principalmente pela maior conscientização da população da melhor idade sobre a importância da atividade física e do lazer para se ter uma vida melhor. Cada vez mais a inatividade e o sedentarismo representam um prejuízo para quem deseja viver com mais saúde. Os viajantes da terceira idade são estimulados ao movimento, ao contato com a natureza, o que resulta em uma re-inclusão do idoso na sociedade e o redescobrimento de motivações e novas possibilidades para a vida depois dos 60.
O idoso que viaja fica mais confiante e passa a lidar melhor com as situações de conflito que existem nessa etapa da vida. Os médicos garantem que viajar diminui a incidência de estados depressivos, bem como a apatia diante da família e da sociedade. Motivo de sobra para os filhos estimularem seus pais a não pararem nunca e viajarem sempre.
A melhor época para a população da melhor idade viajar é no período de Baixa Temporada, pois os locais com boa infra-estrutura, muito procurados durante todo o ano, estão mais vazios, o que garante relativo sossego, aliado às inúmeras promoções que podem chegar a 30% abaixo do valor cobrado na Alta Temporada.
Descobrir as virtudes da velhice e envelhecer com boa qualidade de vida tem sido uma preocupação constante dos seres humanos. É por esse motivo que o BrasilViagem.com traz este roteiro para os vovôs e vovós, e principalmente para os filhos e netos mais conscientes que desejam dar um presente realmente útil para os de mais idade conhecerem algumas opções de destinos. Além dos pacotes turísticos completos que podem ser cotizados através da seção “Pacotes” do portal, existe a possibilidade de reservar hospedagens espalhadas por todo o país, on line e rapidamente.
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Cresce o Mercado da Terceira Idade |
Os idosos representam um mercado de produtos e serviços cada vez mais expressivo e promissor. Afinal, o Brasil está envelhecendo, como mostra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): em 20 anos, a expectativa de vida aumentou de 63,9 para 71,3 anos. E hoje são 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos, que movimentam R$ 7 bilhões ao mês e estão longe do estereótipo dos velhinhos que passam os dias fazendo tricô ou jogando dominó.
Muitas empresas já estão de olho nesse filão, dando exemplo de como oferecer novidade ao mercado. E colher bons frutos. São academias, agências de viagens, universidades, cursos de idioma, de informática e até sites da internet.
Para se ter uma idéia da disposição dessa turma, Renato Veras, diretor da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), da Uerj, conta que a cada semestre a instituição oferece 125 cursos livres para os idosos e absorve três mil alunos. Mas a procura é de aproximadamente dez mil pessoas:
A Terceira Idade tem um novo perfil. Trata-se de gente que vai viver muito mais do que 60 anos. As pessoas se aposentam e continuam a viver por 20, 25 anos, por muitos e muitos anos.
O diretor da Unati acredita que o envelhecimento da população abre oportunidades para profissionais de todos os setores:
Não estamos falando só de medicina, mas de todas as áreas. Arquitetos e engenheiros, por exemplo, começam a ser requisitados para fazer projetos de residências e áreas públicas que facilitem a vida do idoso. Com o Estatuto do Idoso e suas garantias constitucionais, advogados também precisam se qualificar. Psicólogos, por sua vez, cada vez mais precisam tratar os distúrbios da memória.
Para qualificar profissionais, a universidade também oferece a especialização Geriatria e Gerontologia, que, aliás, já está na sua quarta turma, conta Veras:
São sempre 40 vagas, e umas 50 pessoas ficam na fila de espera. São principalmente médicos, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros. Mas é aberto para quem se interessar, e muitas vezes temos advogados. Esses profissionais aumentam sua empregabilidade. A cada turma que se forma, prefeituras e empresas nos procuram em busca de contatos.
A constatação da mudança de comportamento do idoso levou a academia Body Tech a abrir uma sala de musculação destinada exclusivamente aos maiores de 60:
A medicina do exercício vem apontando esse caminho, de fortalecimento muscular e recuperação do equilíbrio e da coordenação motora, para os idosos. Acontece que só víamos o público da Terceira Idade freqüentando a hidroginástica. E concluímos que isso acontecia porque era a única atividade na qual eles não se sentiam diferentes do restante da turma explica Amauri Marcello, diretor-técnico e responsável por novos programas da Body Tech.
Na Sala Master, que funciona na unidade de Copacabana, os idosos recebem um programa desenvolvido para eles, visando a facilitar atividades da vida cotidiana como caminhar, subir escadas, abaixar para pegar um objeto e brincar com os netos e evitar quedas. São cerca de 200 alunos matriculados no projeto. Segundo Amauri Marcello, a idade varia principalmente entre 60 e 80 anos. Mas há alguns alunos na casa dos 90.
Os aparelhos são adaptados para os usuários idosos e os professores são treinados para atendê-los. Além disso, as músicas são mais calmas. Nada daquela barulheira que o público jovem tanto aprecia diz o diretor-técnico da academia.
No setor de turismo, os idosos também representam um mercado atraente. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), 20% da receita gerada pelo setor de turismo vêm da Terceira Idade. Marcos Luiz Costa, da Pectur, conta que, pensando nisso, apostou na segmentação:
Desde o início, há nove anos, a agência funciona como uma holding, com setor de atendimento à Terceira Idade, ao público GLS, às empresas. E, hoje, no meu mailing , tenho mais de mil pessoas idosas cadastradas. É gente com tempo e renda. Alguns chegam a viajar quatro vezes por ano.
Para divulgar o produto, o pequeno empresário procurou associações de aposentados de grandes organizações.
Fonte: O Globo
Data Inclusão: 27/04/2005
Autor: O Globo
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